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Trigésimo Quarto Capítulo…

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De volta ao Rio de Janeiro, Debora em seu novo estado natural, arrumava as malas ao lado de Dario que estava feliz por ver aquele ele belo sorriso no rosto iluminado de sua amiga. Debora era sempre sorridente, mas naquele novo momento havia muito mais que um simples sorriso e isso o deixava radiante:

_ Dário, já providenciou o envio de todas as telas e os demais trabalho para Paris? Eu estou super ansiosa pra concluir aquilo tudo. Eu sei de cada desenho, de cada traço. Está absolutamente tudo na minha mente e olha, se prepara, porque eu vou querer algo grandioso. Vai ser minha melhor exposição…
_ Já está tudo providenciado, quando você chegar já vai estar lá no seu novo atelier…
_ Nem me fale. Tantas coisas novas. Eu sempre adorei novidade, mas dessa vez é diferente. Se dependesse de mim eu estralaria os dedos e estaria em Paris…
_ E o moçoilo vai também?
_ Claro que sim, ele vai nos encontrar no aeroporto. Ele precisou ir até Santos para despachar a moto que eu dei pra ele e tem algumas coisinhas pra ele acertar antes da gente ir embora daqui…
_ Deb, e como ele vai fazer pra embarcar? O rapaz é foragido, lembra?
_ Como Mateus Petrasco que é o nome do avô dele. Simples…

Dario estava boquiaberto, ao mesmo tempo em que ficou ainda mais feliz por saber que tinha ganho a aposta. Agora sim era perfeito: “dois deuses gregos em um só”… Tal comentário fez Debora cair na risada, enquanto Dario respirou fundo ao lembrar-se que iria sentir saudades de sua “Lady Eva”:

_ Será que ela vai nos visitar em Paris. Você não se incomodaria, não é? Eu adoro a Lady Eva, ela tem uma sarcasmo divino e uma perspicácia maravilhosa. E o pior é que você nunca tinha me falo dela…

As horas seguiam seu entusiasmo natural, Suzanna veio visitar Debora para dela se despedir e contar a novidade que deixou Debora satisfeita, afinal, era uma continuidade desenhada:

_ Eu só fico preocupada com uma coisa Suzanna…
_ E o que seria?
_ Não desiste de você porque em algum momento você vai acabar encontrando alguém que vai encher de cor novamente a sua vida.
_ Mas eu já tenho isso Debora…
_ Suzanna, um filho é uma coisa maravilhosa, mas é preciso muito mais. Então seja uma pessoa atenta e não perca as oportunidades que surgirem, ok?
_ Seu pai tinha razão: você é uma pessoa incrível!
_ Você vai ter que ir até Paris pra que eu conheça o meu irmãozinho, não esqueça disso…

Despedidas ensaiadas e os olhares guardam um pouco de tudo e deixam de lado alguma coisa. Suzanna pouco tempo teve para conhecer Debora pessoalmente, mas a conhecia de uma outra forma, através das palavras sempre carinhosas de Mauro que falava da filha o tempo todo e deixava no ar uma admiração saudável, carinhosa por aquela que sempre seria sua menina de sorriso fácil. Ele dizia “acho que a primeira coisa que ela fez ao nascer foi abrir aquele sorriso”… Os olhos mareados de Suzanna teciam saudades em suas veias e era preciso respirar fundo e aconchegar-se no abraço demorado da nova amiga para suportar aqueles momentos pós perda. Está certo quem diz que a morte é muito mais difícil pra quem fica…

As malas já estavam no carro, o quarto ocupado por Debora já estava vazio, faltava despedir-se da irmã, que estava ausente. Eva decidiu que Debora não deveria saber absolutamente nada sobre a prisão de Claudia “Dario, o que ela poderia fazer quanto a isso, não quero que ela perco mais tempo nessa cidade. O lugar dela não é aqui. Eu me sinto mais tranquila com ela em Paris” Dario ficou arrepiado com o comentário feito por Eva e diante disso preferiu concordar e não disse absolutamente nada sobre o assunto para sua amiga.

Mas havia alguém a quem Debora não procuraria que estava lá, na sala a esperar por ela: George Petrasco. Figura lúcida, um tanto sombria, parecia exibir algum tipo de tristeza no olhar, mas também parecia tramar alguma coisa. A presença dele ali deixou Eva inquieta, afinal, ela nunca gostara daquele rapaz a quem chamava de “rato” constantemente. Para ela, George vivia numa caixinha cheia de brinquedinhos com os quais brincava sem saber porque, feito um hamster.

Debora não desejava falar com ele, mas George insistiu de forma desagradável e nem mesmo a interferência de Eva que fez questão de avisar que ela estava atrasada foi suficiente para demovê-lo da idéia de falar a sós com Debora que acabou levando-o para o escritório de seu pai, ao lado para ouví-lo, dando a ele apenas cinco minutos.

De imediato, George vestiu aquele seu semblante de coitado, falou de seus sentimentos, do quanto ainda amava Debora e do quanto a desejava. Pediu desculpas por tê-la decepcionado, para ele era essa a parte mais difícil, saber que a tinha decepcionado. Seus olhos chegaram a verter lágrimas, mas nada disso parecia comover Debora que estava ali, diante dele, imóvel, sem reação alguma. Ela mantinha os braços cruzados e respirava fundo vez ou outra.

Ele seguia sua ladainha e como nada parecia ser suficiente para convencê-la de seus “nobres” sentimentos por ela… Ele respirou fundo e cuspiu suas formas inusitadas de verdade:

_ Eu faço qualquer coisa por você. Eu vou provar pra você que eu sou digno do seu amor, está me entendendo? Eu vou me libertar de coisas que fiz de errado e que você não aprova. Diz alguma coisa Debora… Agora eu sei que eu deveria ter me dado por inteiro a você… Tantas coisas seriam diferentes pra nós dois: você não teria se envolvido com aquele lixo, não teria ido embora e ainda estaria comigo… Mas nada disso importa, eu sei…

Debora respirou fundo uma vez mais, sua paciência estava no limite, era muito cansativo pra ela ficar ali, ouvindo todas aquelas coisas sem sentido. Ela se sentia no circo, assistindo um palhaço tentando fazer o público rir sem sucesso:

_ George, eu preciso ir ou vou perder o meu vôo… O que aconteceu entre a gente foi um erro e acabou…
_ Não fala assim, por favor. Eu vou dar um jeito nisso tudo e vai ser diferente. Eu vou me entregar e vou ser punido por tudo que eu fiz de errado. Eu só preciso que espere por mim… Só isso…
_ Não dá George, eu não posso…

Diante da negativa de Debora, ele quase explodiu, mas tentou conter-se, respirou fundo, se aproximando de Debora a ponto de segurar seus braços fortemente. Ele exibia um sorriso ardiloso, pouco humano que a deixou apreensiva:

_ Me solta George, você esta me machucando…
_ Então me diz que vai esperar por mim, é só o que você precisa dizer porque eu sei que você me ama. Você pensa que ama aquele outro, mas não é verdade e você vai descobrir isso logo. É só de um tempo que você precisa e eu vou dar esse tempo a você. Agora diz que vai esperar por mim porque eu vou sair daqui e vou entregar. Vou confessar que eu fui quem matou aquele idiota na joalheria, que fui eu quem matou a Aurea o José Frederico… Eu estou com as armas do crime aqui comigo, quer vê-las? Eu mostro pra você…
_ Eu não quero absolutamente nada George, só quero que você me solte…

E usando uma força ainda maior, George gritou com sua amada enquanto apertava ainda mais seu braço e diante da afirmativa de Debora “tudo bem, eu vou esperar por você quanto tempo for preciso, agora me solta” ele a soltou e voltou a sorrir, tocando o rosto dela suavemente e por fim a beijou com tamanha intensidade que deixou os lábios de Debora dormentes..

George passou por Dario e Eva feito o vento e em seguida os dois viram Debora surgir na sala e pedir para ir embora imediatamente. Durante o caminho até ao aeroporto, ela não disse uma só palavra, sua pele estava trêmula, suas mãos frias e sua mente incomodada. Toda a calma que ela tivera diante de George havia desaparecido, deixando-a exausta.

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Água fria no rosto, alguns minutos se olhando no espelho e a certeza do embarque na chamada que ela ouvira. Aqueles eram seus últimos minutos naquela cidade e uma certeza ela tinha: nunca mais voltaria. Ao voltar para junto de Dario percebeu que Gean ainda não havia chego e faltavam poucos minutos para o embarque. Ligou pra ele seguidamente, mas estava na caixa postal. Seu olhar procurou várias vezes por ele em meio a multidão, mas não o encontrou… Então um mensageiro a descobriu ali e entregou a ela um bilhete, era de Gean… Nenhuma palavra escrita além de seu nome no verso daquele pedaço de folha em branco…

 

>> continua…

  1. Outubro 21, 2009 às 9:28 AM | #1

    O George não desiste mesmo, hein? Depois de mandar o irmão e a Claudia para a cadeia no lugar dele, matar um desconhecido, a mãe e o outro irmão, ainda acha que a Débora vai ficar com ele…
    Hum, mas por onde andará o Gean? Será que o George vai conseguir pegar o lugar dele de novo e embarcar com a Débora? E esta mensagem misteriosa? Ulalá, o suspense continua. Genial!
    Beijos.

    • Outubro 22, 2009 às 8:35 PM | #2

      Realmente Maria Augusta, o mistrio continuar por mais alguns captulos, no posso antecipar absolutamente nada ou revelo o final, rs Beijos

  2. Outubro 21, 2009 às 1:32 PM | #3

    Não acredito que você parou desse jeito, me recuso a comentar.
    O que houve com o Gean? Como assim folha em branco? O que o George fez com ele? Cadê a continuação disso???

    • Outubro 22, 2009 às 8:34 PM | #4

      Todas essas respostas esto nos prximos captulos. Favor aguardar. Como eu sou m, credo. kkkkkkkkkkkkkkkkk Beijos

  3. Outubro 22, 2009 às 7:48 PM | #5

    Gente, eu sabia que iria acontecer alguma coisa, pronto. O Gean não apareceu. Pra mim o George aprontou alguma coisa de novo. Aff

  4. Outubro 22, 2009 às 7:55 PM | #7

    Está evidente que o senhor George Petrasco aprontou alguma coisa.

    • Outubro 22, 2009 às 9:35 PM | #8

      Srio??? No, ele to bonzinho. hahahahahaha Bjs

  5. Outubro 24, 2009 às 10:51 PM | #9

    Ai… Que será que aconteceu? Estou com o coração na mão.

    • Outubro 27, 2009 às 3:28 PM | #10

      A resposta j est no ar carissima… Posso dizer que a manteiga derretida aqui chorou muito ao escrever o captulo… rs Beijos

  6. Outubro 26, 2009 às 8:09 AM | #11

    Geeeeeeeeeente, eu tô de queixo caído até agora!!
    Lady Eva é um escândalo mesmo, rsrs… Eu nem fiquei tão impressionada com a atitude do George e do Giani em não aparecer no aeroporto. Tu tô de cara com a Eva, rsrs… Geente!! Ela tripudiou em cima da Deby no primeiro (re)encontro e agora está toda cuidadosa, rsrs… Quem adorou o primeiro encontro de Deborah e George, agora agir assim.. hahahahaha… Coisas de Lady Eva!!!!

    • Outubro 27, 2009 às 3:31 PM | #12

      Su, a Eva nunca gostou do George, at por isso a Debora acabou “namorando” ele, se bem que eu acho que ela sempre namorou o Giani. rs Loucuras a parte, que o George se fantasiou de Giani para conquistar a Debora. A Eva no gosta das fraquezas do George, acha que ele um rato daqueles que ficam na gaiola fazendo sempre as mesmas atividades. rs Tipo um hamster. rs Beijos

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